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conclusao

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Considerações finais

 

 

        A Inclusão Digital se dará de forma lenta, porém, gradativa. A cada dia novas pessoas estão entrando em contato com as tecnologias. Cabe a nós educadores estarmos atentos e dispostos orientar os aprendizes a se apropriarem destes conhecimentos com bom senso, conscientes que a liberdade de expressão pressupõe muita responsabilidade, principalmente em ambientes on-line. A internet nos abre portas e derruba barreiras. Se assim o fizermos, estaremos oportunizando mais do que o acesso a um novo meio de comunicação, estaremos proporcionando a inclusão digital de maneira igualitária a todos os indivíduos, independentemente de sua raça, credo e classe social.

       O nosso direito de acesso a todos os meios de comunicação nos reserva o compromisso de estudo e aplicação das leis de direitos autorais, a assumir um código de ética, a ser responsável pelas nossas atitudes. Sempre procuramos orientar, a cada oportunidade surgida, os estudantes a assumirem uma postura crítica diante das informações observadas em todos os tipos de recursos tecnológicos a analisarem a procedência da informação, buscando um referencial consistente para suas pesquisas.

       Pela apresentação do breve histórico da tecnologia na educação foi possível fazer algumas reflexões sobre a importância da Tecnologia da Informação e da Comunicação na escola pública do Estado do Paraná. Acreditamos que já possuímos uma caminhada, diante de tantas teorias e propostas metodológicas por renomados autores e correntes pedagógicas. Temos certeza que o acesso à rede mundial de comunicação, disponível em todas as escolas públicas estaduais do Paraná e nas municipais de nossa cidade – Telêmaco Borba - com sistemas operacionais e softwares pedagógicos free, aos portais educacionais, a leitura crítica e construtiva das mídias veiculadas pelos ambientes telemáticos, a atualização do acervo das bibliotecas das escolas públicas, a inserção de novas tecnologias digitais como a TV PenDrive, serão um avanço significativo ao processo de formação do cidadão paranaense e a formação de uma nova ressignificação dos processos pedagógicos em sala de aula.

Cabe aos Cursos de Formação de Docentes se adequarem às novas propostas e recursos, assim como ao educador se engajar nos cursos de formação continuada para estar atualizado nas novas tecnologias.

Aplicamos a metodologia de Projetos de Aprendizagem com aprendizes do 4º ano do Curso de Formação de Docentes, na Modalidade Normal, onde verificamos na prática as grandes possibilidades de aprendizagem que esta metodologia proporciona, não somente pelos temas propostos pelos aprendizes, mas pela inclusão digital e pela formação de conceitos referentes à cidadania.

Para o sucesso dos projetos de aprendizagem é importante que a instituição possua equipamentos adequados ao acesso à rede mundial de computadores. No período em que se desenvolveu o PA na escola, tivemos muitos problemas com os computadores (23 equipamentos antigos, Pentium100 com 64mb e AMD400 com 32mb) provenientes da remessa de 1998 do PROEM e 2000 do PROINFO. A conexão adsl de 800kbps estava lenta por problemas no cabo da rede lógica, pois foi somente em setembro que a escola teve o novo laboratório do PRD instalado, com 56 terminais e conexão de fibra ótica.

Aprendemos muito, pois nas dificuldades descobrimos versões mais antigas dos softwares que rodaram bem nos equipamentos. Para os sistemas operacionais Win95 e Win98 pode ser  instalado o Cmap Tools 2.9 e os estudantes construíram o mapa conceitual com relativa facilidade, apesar de estar em inglês. Na edição de imagens utilizamos o programa PhotoFiltre, com excelente recurso. Os navegadores dos sistemas operacionais citados acessam bem a internet para a edição na escrita colaborativa. No servidor do pbwiki, utilizamos o modo Switch to Classic Mode, onde os alunos aprenderam alguns comandos de html.

O desenvolvimento e aplicação do PA junto a aprendizes que possuem uma caminhada pedagógica voltada para Séries Iniciais e Educação Infantil foi muito interessante, pois estes já possuem uma visão pedagógica no processo de ensino-aprendizagem, da construção do conhecimento, percebendo a importância da pesquisa partir de um tema selecionado pelo aprendiz. Percebemos o engajamento na pesquisa, sua motivação na seleção de dados e busca de soluções diante das dúvidas provisórias e comprovação das certezas temporárias. Sem mencionarmos que estas denominações são hipóteses, se considerarmos o rigor científico. Os aprendizes se dedicaram à produção de um material muito rico.

No momento que o grupo passa a construir o seu primeiro mapa conceitual, através de dez conceitos iniciais, solicitados a eles, procurando estabelecer as relações entre estes, vão percebendo a hierarquização das idéias ou outras formas de organizá-las. Estas estruturas mentais se fundem no grupo, prevalecendo as que são mais coerentes, de forma que durante a construção desta representação, leva o aprendiz a refletir e argumentar junto aos seus colegas, quando possui uma outra estrutura de pensamento em relação ao tema escolhido, discutindo com os colegas, juntos reelaboram as implicações significantes com ligações mais complexas no mapa do grupo.

A organização dos mapas conceituais é fantástica, no sentido de se visualizar a evolução da aprendizagem, na segunda versão, elaborada após a pesquisa. Tenho certeza, que apesar de se ter encerrado o projeto em maio de 2007, muitos continuaram a ler sobre o tema e a buscar novos conhecimentos, pois me procuravam para me dizer que haviam encontrado um material novo para o tema que haviam estudado.

Percebemos que a visualização de um mapa conceitual já elaborado facilitou a compreensão na elaboração do primeiro mapa do grupo. Nós utilizamos um mapa conceitual de mapa conceitual. Quando o aprendiz escreve as 10 palavras chaves (conceitos) sobre o tema, antes de colocá-las no software escolhido, facilita a construção, pois evita de se colocar conceitos que não sejam tão significativos, na tentativa de organizar as idéias no desenho do mapa. Os grupos gostam muito de trabalhar com a edição de efeitos especiais tais como, cores, linhas, etc. Sentimos em não podermos instalar uma versão mais nova do programa, com muito mais recursos. Os estudantes observaram o quanto é mais interessante esta forma de avaliação do que ficar fazendo avaliações formais.

Podemos dizer que esta técnica foi utilizada para demonstrar as estruturas conceituais, avaliar a aprendizagem dos estudantes, colaborar no planejamento dos temas a serem pesquisados (após a construção da primeira versão do mapa, o aluno já percebe o que precisa pesquisar primeiro), além de ter a possibilidade de inserção de links em versões mais novas do programa Cmap Tools, assim como de imagens, gráficos, vídeos, etc. O próprio mapa conceitual pode ter o texto final de pesquisa organizado hipertextualmente.

A ficha de auto-avaliação, para que os grupos expressassem seu perfil em relação aos recursos tecnológicos e metodologias foi importante, pois percebemos o quanto eles aprenderam em relação a escrita colaborativa, diário de bordo e mapas conceituais, além de envolver outros recursos indiretamente, como a edição de imagens, apresentações, pesquisas de vídeos e todo processo de publicação de suas produções. Apesar de não ser significativa a média da turma em relação a pesquisa on-line e as discussões, no decorrer dos trabalhos observamos que muitos não dominavam completamente estes recursos e não tinham consciência disto, visto que colocaram elevadas notas na pré-avaliação e outra menor na avaliação final.

O wiki está cada vez mais versátil, sendo um recurso extremamente importante para o projeto de aprendizagem, em vários sentidos. As novas alterações no programa facilitaram muito a escrita colaborativa. Qualquer usuário comum de internet e estudantes dos mais variados níveis de ensino podem acessar, criar sua página e editá-la com facilidade, tanto que os estudantes adoraram este projeto. Podemos dizer que acabamos nos habituando nele, no bom sentido, sempre queremos entrar e postar coisas novas, incrementar aqui e ali, postar novidades, refazer o que não ficou tão bom.

Organizamos nosso trabalho centrado em uma única wiki, com páginas para todos os projetos de aprendizagens, com link no sidebar e sub-menus em cada PA, colocamos um menu superior para facilitar o acesso a todas páginas do grupo, da mesma forma que todos puderam comentar e postar sugestões nos PA dos demais grupos.

Ao visitarmos as produções dos alunos, observamos que as construções, aparentemente simples, deram muito trabalho, pois tinham a consciência que não deveriam apenas copiar da internet e de outros recursos, às informações sobre o tema, e sim, selecionar, analisar a veracidade dos dados, reescrever o texto, referenciando o site.

Vários recursos foram importantes na aplicação deste projeto, como o slide.com, slideshares, youtube, gifs animados, são recursos de álbum de imagens, apresentações de slides, vídeos, imagens animadas, respectivamente, que deram um suporte de visualização e enriquecimento de conteúdos. Muitos destes recursos eram novos para os estudantes. Desta forma boa parte do tempo, durante as 27 hora/aula presenciais, nos detemos em conhecer os softwares e recursos apresentados, com algumas pausas pois a conexão caia com freqüência ou os equipamentos apresentavam erros de configuração. Mas, sempre procuramos equilibrar entre a pesquisa, o registro e o estudo dos recursos.

A dificuldade encontrada se deve ao pouco tempo para a construção do PA, apesar de termos 4h a cada encontro, no final tarde, todos já estávamos cansados, seria interessantes trabalhar cada software e metodologia explorando todas as suas possibilidades e ir construindo a pesquisa no decorrer do ano. A nossa organização curricular disciplinar é muito fechada. O professor da turma tinha todo um planejamento para cumprir, com programas e horários. Mas, o que facilitou para nós foi o uso do horário de Prática de Ensino para o desenvolvimento do PA. Foram 6 semanas de intensivo trabalho coletivo.

O diário de bordo foi uma das atividades que consideramos importante para o professor, quando este passa a acompanhar as angústias e as facilidades dos aprendizes durante o PA, procurando sempre fazer comentários incentivadores ao grupo. Para o aprendiz é um momento de reflexão sobre sua caminhada, o que fez durante o período de trabalho, mas também uma preocupação com o que os internautas, colegas e professores vão comentar sobre este registro.

Esta escrita colaborativa do PA foi tomando corpo durante o projeto, inicialmente não tínhamos a pretensão de que ela ficasse com tantos recursos e informações, nem mesmo imaginávamos a quantidade de acessos que teve, chegando aproximadamente dois mil acessos, mas desprevenidos, não havíamos colocado um contador externo para que não perdêssemos este registro.

As participações do Professor Parceiro e do Estagiário foram importantes, tanto na troca de idéias, como no desenvolvimento da pesquisa. Consideraram a metodologia do PA muito interessante e importante para a ação docente junto a crianças, a alunos com necessidades educacionais especiais. Apesar de turma ter 16 estudantes, todos exigem muito a nossa presença no computador para ajudá-los com os softwares e a pesquisa. As orientações foram em sua grande parte individuais. Cada estudante utilizou um equipamento e alguns momentos foram coletivos, como na construção do mapa conceitual.

                   O projeto de aprendizagem como metodologia de ensino interdisciplinar, na perspectiva adotada pelo Governo do Estado do Paraná é muito fácil de se trabalhar, à medida que se parte de um tema escolhido pelo aluno, a relação interdisciplinar acontece naturalmente. Com a profundidade de conteúdos de acordo com o nível de aprendizagem da turma, chegando a outras articulações, como a transdisciplinar.

                   A metodologia da problematização como ponto de partida para o ensino de conteúdos, proposta pela pedagogia histórico-crítica, com base no Método do Arco de Marguerez proposto por Berbel (UEL), adotado pela SEED/PR fundamentaram a nossa proposta do PA, assim como as bases teóricas para docência em ambientes digitais trabalhados pela Profª. Lea da Cruz Fagundes, nos módulos deste curso. Em nosso trabalho ficou muito claro que todo o processo de construção do pensamento do aprendiz tem que partir dos seus interesses, suas expectativas e curiosidades, ficando a cargo do professor a mediação entre o desejo do aprendiz e o referencial teórico-conceitual que o professor pretende que ele construa. A orientação pedagógica, durante o processo de aplicação do PA precisa de momentos presenciais e à distância. BERBEL propõe a construção do conhecimento, numa perspectiva dialética, destacando as dimensões científicas, políticas e sociais. 

                   A alfabetização digital pode acontecer por projetos de aprendizagem, onde o aprendiz não precisa dominar os conhecimentos de informática instrumental para trabalhar com as tecnologias da informação e comunicação. É possível construir conhecimentos, se apropriar de novas metodologias e técnicas, durante a aplicação de projetos de aprendizagens em ambientes tecnológicos, como foi comprovado com a participação de alguns estudantes que não tiveram contato efetivo com as tecnologias utilizadas. Dos 16 estudantes, 06 não tinham conhecimentos básicos de informática. No início mostraram-se preocupados com estas questões, mas tivemos uma conversa tranqüila, orientando que seria uma oportunidade de conhecerem os recursos apresentados, pois haveria tempo suficiente para que fossem acompanhados individualmente, além de que os demais colegas também colaboraram para ajudá-los. Se observarmos o gráfico 4 (página 57), verificamos o quanto estes estudantes aprenderam, passando do nível um aos níveis três ou cinco, principalmente em relação aos recursos utilizados na escrita colaborativa e nos mapas conceituais.

                   A aplicação do PA em dupla foi excelente, pois a presença da Prof.ª Joseane Cíntia Piechnicki, nossa parceira nesta atividade, nos primeiros encontros, a sua colaboração na criação e administração do ambiente wiki, na interação entre as duas turmas, na troca de idéias durante o planejamento e no compartilhar as nossas expectativas, garantiram o sucesso desta proposta.

O envolvimento do professor parceiro é necessário, pois precisamos compartilhar todos os conhecimentos que adquirimos sobre o PA, para que seja utilizado por outras turmas e grupos de pesquisa. Temos muito que agradecer ao professor parceiro, pela oportunidade que nos deu em aplicar estes recursos juntos aos seus alunos, como também ao estagiário que muito contribuiu nas configurações dos equipamentos e nas orientações junto aos aprendizes. A direção do estabelecimento de ensino colaborou no desenvolvimento do projeto, cedendo o acesso a todos os equipamentos, providenciando os recursos necessários para o seu sucesso. A escola demonstra possuir uma gestão democrática e engajada na implantação das tecnologias da informação e comunicação junto aos educadores e a comunidade escolar.

           A orientação de nossos tutores durante o desenrolar das atividades foi imprescindível, nos deram segurança e nos tiravam as dúvidas sobre os procedimentos e recursos. A princípio não havíamos percebido como era importante esse processo de comunicação à distância, como a tutoria é importante durante o desenrolar das atividades, as mensagens de incentivo, os ambientes de postagem assíncrona e síncrona colaboram para que o aprendiz possua segurança em suas atitudes e ações docentes.

        Foi muito importante o espaço de socialização criado no ambiente Wiki da Turma 06 – Paraná, pois a colaboração dos colegas de curso, a interatividade nos relatos durante a aplicação do projeto, podendo acompanhar os demais PA de outras cidades nos ajudaram a ter segurança em nosso projeto. Os módulos desenvolvidos durante este curso proporcionaram o embasamento necessário para o desenvolvimento do PA. Portanto, consideramos que é na sala de aula que vivenciamos a aprendizagem dos estudantes com base nestes recursos. Com certeza pretendemos aplicar esta metodologia em nossas atividades docentes.

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