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inclusao

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2  A importância da inclusão digital e o acesso às tecnologias

  

 

Fenômenos mediados pelo computador:

Não é (uma questão de linha) entre o real e o irreal – é entre o real e o real. A única razão pela qual vemos essa dicotomia (entre o real e o virtual) é porque somos velhos[1]

 

 

       Entende-se que inclusão é o processo onde o ser humano se apropria de determinado conhecimento, passando a vivenciá-lo no seu cotidiano, isto é, o processo de inserir-se em determinado contexto. Quanto à inclusão digital, ela pode ser considerada como a apropriação de um conhecimento específico, como aquele que envolve a tecnologia de informação e comunicação. Portanto, a inclusão digital é a apropriação de conhecimentos referentes à tecnologia da informação e comunicação disponíveis na sociedade atual e o seu uso no cotidiano.

       A apropriação deste tipo de conhecimento requer oportunidade de acesso a vários tipos de tecnologias. A maioria da população tem acesso aos meios de comunicação de massa, tais como televisão, rádio, aparelhos de som, onde não há quase interação entre as partes (emissor e receptor), o processo é unidirecional.

       Na comunicação de massa há poucas possibilidades do exercício pleno da cidadania, pois o usuário ouve e vê o que o meio de comunicação sugere, sob a ótica de quem emite a informação/comunicação.

       A telefonia esta chegando a todos os lugares do mundo, através da tecnologia GSM[2], com a possibilidade de se fazer conferências, enviarem mensagens e imagens instantâneas, trocar informações dos mais variados tipos, acessar a internet, entre outros recursos.

       Outra possibilidade de acesso à tecnologia da informação e comunicação é através dos equipamentos de informática, com acesso à Internet, disponível em boa parte do Brasil e no mundo. Ao contrário do meio de comunicação de massa, a informática possibilita ao usuário a interação com a fonte de informação, através da publicação de opiniões e questionamentos, o indivíduo pode manifestar-se favoravelmente ou não, a tudo aquilo que lhe é apresentado, publica instantaneamente suas pesquisas, idéias, compartilha imagens, diários pessoais etc.

       Infelizmente, grande parte da população brasileira ainda não tem acesso a este meio de comunicação.

       Segundo o levantamento de acesso à Internet pelo Grupo IBOPE, publicada em 21/03/05  o número de internautas, nesta época era de 11 milhões de usuários em suas residências:

 

Número de internautas residenciais ativos cresce 3,5% e atinge 11 milhões de usuários. Serviços de mensagens instantâneas, e-mail e torpedos via telefonia móvel lideram crescimento durante o mês de fevereiro.

Em fevereiro, 11 milhões de pessoas navegaram pela Web a partir de suas residências, contra 10,7 milhões do mês anterior. Esse número é 3,5% maior que o número de janeiro de 2005.[3]

 

       Outra pesquisa publicada em 19/12/2006 demonstra que a internet residencial brasileira ultrapassa 14 milhões de usuários ativos:

 

Em novembro, o total de usuários ativos de Internet residencial atingiu 14,5 milhões de pessoas, número 8,5% maior que em outubro de 2006. Em relação a novembro de 2005, o crescimento é de 15,5%. O Brasil continuou a ser o País com maior tempo médio de navegação residencial por internauta, com 20h4min ou 26 minutos menos que no mês anterior.

O número total de pessoas com acesso residencial à Internet no País também cresceu e atingiu 22,1 milhões de brasileiros, 5,4% mais que em outubro e 10,7% maior que o mesmo período de 2005.

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelaram que na última semana que 79% da população brasileira não acessa a Internet, o equivalente a 128 milhões de pessoas desconectadas.

Ainda assim, os 32,1 milhões que navegam na Rede colocam o País como o primeiro da América Latina e o quinto no mundo no uso da Internet, segundo a UIT (União Internacional de Tecnologia). Mas se for considerado o número de internautas em relação à população, a situação é outra. Nesta avaliação, o Brasil ocupa a 62ª posição mundial e a quarta na América Latina, sendo ultrapassado por Costa Rica, Guiana Francesa e Uruguai, segundo dados divulgados pela Agência Brasil.[4]

                  

                   A internet vem ganhando espaço nos meios de comunicação. Segundo o IBOPE de 13/07/2007, são 27,5 milhões de brasileiros com acesso residencial à internet:

Usuários residenciais ativos (17,9 milhões) e tempo por pessoa (22hs 43min) são recordes.

A Web brasileira segue quebrando recordes: o número de internautas residenciais ativos em maio atingiu 17,9 milhões de pessoas, 13,1% maior que no mês anterior. O total de pessoas com acesso à internet atingiu 27,5 milhões de brasileiros. “O vigor da internet brasileira é resultante de uma junção de fatores: políticas de inclusão digital, financiamentos para compra de equipamentos e barateamento do preço final dos PCs, além da transferência de muitas atividades para a internet, como a busca de emprego, busca de imóveis, pesquisas escolares, compras e pagamentos de contas, entre outras”, declara Alexandre Sanches Magalhães, coordenador de análise do IBOPE Inteligência. O total de pessoas com acesso à internet em qualquer ambiente (casa, trabalho, escolas, universidades e outros locais) é de 33,1 milhões.[5]

 

       Há várias iniciativas para que a população brasileira tenha acesso a esta seleta tecnologia. Os serviços de telefonia é um dos setores que têm investido muito no mercado brasileiro, principalmente depois da sua privatização.

                   O barateamento dos computadores e a sua venda em grandes redes de comércio nacional têm facilitado a aquisição do equipamento, principalmente com a difusão do sistema operacional Linux. Hoje é possível dizer que a inclusão digital por microcomputadores é acessível a todas as classes sociais, pois um crescimento de 11 milhões em 2005 para 33,1 milhões em julho de 2007 é um número bem significativo. Pelas pesquisas, a banda larga é o acesso à internet mais utilizado no país e a região com maior acesso domiciliar é a Sudeste, sendo que as capitais acessam mais a rede que as cidades das zonas rurais.

       Acompanhando o programa de informatização da rede pública, observamos que não basta colocar o equipamento na escola, é necessária uma ação mais efetiva. A inclusão digital deve envolver primeiramente os profissionais da educação, para que os estudantes da rede pública possam ser incluídos e, por conseguinte, a população brasileira.

       Para que a inclusão digital torne-se uma forma de exercício da cidadania, o cidadão deve apropriar-se desses conhecimentos e ter acesso a esses recursos, de forma que possa interagir nas suas variadas formas.

       Não basta ter uma conta de e-mail, mas sim ter acesso contínuo a ela. Não basta saber que existe o equipamento que disponibilizamos, de softwares livres e licenciados, que as conexões são realizadas por provedores do governo e servidores (gratuitos e pagos). É preciso participar, acessar os serviços públicos, as informações de sua comunidade, estado e país, ser um cidadão mundial.

       O Ministério da Educação do Brasil e a Secretaria Estadual de Educação do Paraná, através de convênios e parcerias vêm capacitando os profissionais da educação para atuarem juntos aos laboratórios de informática e demais recursos tecnológicos. Temos exemplos excelentes, tais como cursos a distância oferecidos aos professores, como o de Formação Continuada em Mídias Integradas, o Curso de Formação em História e Cultura Afro-Brasileira e Africana e o Curso de Especialização em Tecnologia da Informação e Comunicação pela UFRGS e UFRJ, entre outros.

       O futuro do nosso mundo depende da postura que cada cidadão tem, seja em relação à política, à economia, ao meio ambiente. Não podemos ignorar a mudança. Ela está aí e segue em ritmo acelerado. Temos que ter uma postura diante desta realidade.

       Sabemos das dificuldades, no entanto, estamos conscientes de nosso papel enquanto educadores. Nossa missão é proporcionar um crescimento significativo ao cidadão, tornando-o um agente transformador, capaz de refletir, questionar e principalmente modificar a sociedade. Vale ressaltar que isso não se concretizará se não acompanharmos as novas tendências educacionais e as políticas públicas em favor da classe popular, assim como não oportunizarmos o acesso à tecnologia a todos os cidadãos, a começar pelos estudantes.

       A inclusão digital possibilitará ao ser humano o acesso a informações necessárias para que tenha condições de participar, discutir e questionar tanto os órgãos públicos, como se apropriar das novas descobertas científicas e divulgar suas idéias. Portanto, a inclusão pode promover a democratização da sociedade e esse trabalho inicia na escola.




[1] KOEPSELL, 2004. p. 130.

[2] GSM é o Sistema Global para Comunicações Móveis. É uma tecnologia móvel e o padrão mais popular para celulares do mundo. Nascido nos anos 80. A vantagem-chave do GSM são os serviços com baixos custos, por exemplo, a troca de mensagens de texto.

[3] IBOPE. 2007.

[4] Idem.

[5] Idem.



[1] KOEPSELL, David R. A ontologia do Ciberespaço: a filosofia, a lei e o futuro da propriedade intelectual. São Paulo: Madras, 2004. p. 130

[2] GSM é o Sistema Global para Comunicações Móveis. É uma tecnologia móvel e o padrão mais popular para celulares do mundo. Nascido nos anos 80. A vantagem-chave do GSM são os serviços com baixos custos, por exemplo, a troca de mensagens de texto.

[3] IBOPE. Número de internautas residenciais ativos cresce 3,5% e atinge 11 milhões de usuários. Publicado: 21/03/2005 Disponível em  http://www.ibope.com.br/calandraWeb/servlet/CalandraRedirect?temp=6&proj=PortalIBOPE&pub=T&nome=home_materia&db=caldb&docid=E060F4DAD7D4CFA483256FCB006888B8 acessado em 16/07/2007 às 11h.

[4] IBOPE. Internet residencial brasileira ultrapassa 14 milhões de usuários ativos. Publicado em 19/12/2006. Diponível em http://www.ibope.com.br/calandraWeb/servlet/CalandraRedirect?temp=5&proj=PortalIBOPE&pub=T&db=caldb&comp=Noticias&docid=872F769C8E9E6CB783257249006335EB acessado em 16/07/2007 as 11h.

[5] IBOPE. Já são 27,5 milhões de brasileiros com acesso residencial à internet. Publicado em 13/07/2007. Disponível em http://www.ibope.com.br/calandraWeb/servlet/CalandraRedirect?temp=5&proj=PortalIBOPE&pub=T&db=caldb&comp=Not%EDcias&docid=7F903CB86E967DA783257317004E8F89 acessado em 16/07/2007 às 11h30min.

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