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tecnologia

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4 Breve apresentação dA Tecnologia na educação

 

 

A internet e as demais tecnologias nos ajudam a realizar o que já fazemos ou que desejamos. Se somos pessoas abertas, nos ajuda a ampliar nossa comunicação, se somos fechados, contribui para controlar mais. Se temos propostas inovadoras, facilita a mudança[1].

 

 

       A tecnologia é, como a escrita, na definição de Lévy apud LEITE[2], uma tecnologia da inteligência, fruto do trabalho do homem em transformar o mundo, e é também ferramenta desta transformação. Partindo desse princípio, pode-se dizer que a tecnologia está presente na vida humana desde a época do fogo, mas foi com o avanço científico que o ser humano se apropriou de um conhecimento tecnológico que o leva ao mundo virtual, global e síncrono. Os objetivos das tecnologias de informação e comunicação na escola pública vão além das discussões teóricas dos modelos psicológicos e filosóficos da história da educação.

       A tecnologia faz parte do nosso cotidiano, está implícita na maioria de nossas atividades, não é possível viver sem ela, assim como não é a salvadora dos problemas humanos ou uma finalidade em si mesma, que deva ser trabalhada distintamente, meramente instrumental, distanciada das demais disciplinas da Educação Básica. As Tecnologias da Informação e Comunicação fazem parte dos meios necessários para o sucesso da aprendizagem, numa visão dialética, assim como da formação de um cidadão solidário, participativo em nossa sociedade que está em constantes transformações.

 

4.1 Contexto histórico

 

       A Tecnologia Educacional[3] surgiu na década de 40, nos Estados Unidos como disciplina acadêmica, presente em currículo, em caráter investigativo, mas só em 1946 tem o tratamento de estudos de Educação Audiovisual da Universidade de Indiana. Na década de 50, após a difusão da televisão, o audiovisual ganha forças e a televisão, é recebida com euforia por alguns educadores. A partir dos anos 70 dominados pelo espírito advindo da Revolução Industrial de desenvolvimento tecnológico, inaugura-se um conceito novo e mais amplo de tecnologia. Assim, incorporam-se contribuições da Teoria dos Sistemas, de Administração Geral, Teoria das Comunicações e da Cibernética. Desponta o período em que estratégias de instrução, aprendizagem significativa e gerativa, softwares educativos e a educação programada são adotados no processo ensino-aprendizagem, com base nas teorias behavioristas, enfatizando a importância do método e da dimensão técnica da educação no processo educativo. As tecnologias são incorporadas aos cursos de formação de professores com a disciplina de audiovisuais

       No Brasil são implantadas as Leis 5692/71 e 5540/69 de cunho tecnicista. Segundo Valente[4], a história da Informática na Educação no Brasil data de mais de 20 anos e no Paraná aproximadamente desde 1984[?] com o início da informática no sistema Logo[5]. Em 1988 começou o ensino a distância no Paraná[6] com a implantação de videotecas (que ficaram disponíveis aos professores) nos 32 Núcleos Regionais de Educação. O MEC lança o Programa Nacional de Informática Educativa – PRONINFE com a implantação de 31 Centros de Informática Educativa – CIED em todo o país.

       Segundo Machado[7] a década de 90 houve

 

A popularização da informática, o advento das grandes redes telemáticas, entre outras inovações das últimas décadas, especialmente no campo das novas tecnologias da informação e da comunicação (NTIC) revestem-se de um potencial educativo e instrucional que exige um enorme esforço dos teóricos para com uma reconceitualização do campo da TE [Tecnologia Educacional]. Não se pode retroagir a uma concepção da TE como estudo dos meios tecnológicos de ensino, como se fazia nos anos 50 e 60, ou como “estudo do ensino como processo tecnológico” (PONS, 1994, p.44) como queriam os anos 70. [...] A TE hoje, apesar das resistências, não deve mais ser considerada como uma tendência pedagógica autônoma, como queriam as décadas passadas, mas como um ramo privilegiado da Didática, que trata da aplicação dos conceitos e proposições desta ciência na organização integral do ensino[8].

 

       A tecnologia educacional deve passar a ser discutida como um ramo da didática, fazendo parte dos estudos de Organização do Trabalho Pedagógico, de tal forma que o educador se aproprie destes conceitos, métodos e recursos para desenvolver a ação docente. Educadores argentino consideram que

 

...tecnologia educacional, assim como a didática, preocupando-se com as práticas do ensino, mas diferentemente dela inclui entre suas preocupações o exame da teoria da comunicação a dos novos desenvolvimentos tecnológicos: a informática, hoje em primeiro lugar, o vídeo, a TV, o rádio e os impressos, velhos ou novos, desde livros até cartazes. (MAGGIO apud MACHADO)[9].

 

       Por estes motivos, o educador ver cuidar para não cair no tecnicismo; há que se aprofundar nas teorias da comunicação.

       No Programa Um Salto para o Futuro, do Governo Federal[10], 400 telepostos iniciam um trabalho de capacitação para os professores do Paraná em 1992. O nome do projeto ficou famoso. Esse era o grande objetivo: não permitir que a tecnologia deixasse o ensino público para trás. Em 1996 é promulgada a reforma educacional com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº. 9394/96, destacando no sistema educacional brasileiro a necessidade da educação tecnológica e a distância, com 10 anos de prazo de adequação às novas normas.

       O programa Proinfo[11] (Programa Nacional de Informática na Educação), criado em 9 de abril de 1997, pelo Ministério da Educação, cujo trabalho principal é o de introduzir as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) nas escolas públicas de Ensino Médio e Fundamental. Atualmente já criou 101 Núcleos de Tecnologia Educacional (NTE) na região sul, sendo que o Brasil possui um total de 446 NTE. Este programa de informatização da rede pública de educação vem distribuindo de 8 ou 10 microcomputadores para os estabelecimentos de ensino, selecionados por estado e municípios.

 

Em função do PROINFO/MEC, o Estado do Paraná implantou 12 NTEs nas cidades de: Campo Mourão, Cascavel, Cornélio Procópio, Curitiba, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Londrina, Maringá, Pato Branco, Ponta Grossa, Telêmaco Borba e Umuarama.

Foram repassados 2.843 computadores através do PROINFO, sendo 2.691 para escolas públicas estaduais e 152 para escolas municipais[12].

       O Governo do Estado do Paraná inicia em 1997 o processo de implantação de laboratórios de informática nos colégios públicos. Estes equipamentos, apesar de sucateados ainda hoje subsidiam o trabalho pedagógico dos professores.

 

Em 1997 foi implantado no Estado o Programa de Extensão, Melhoria e Inovação do Ensino Médio do Paraná – PROEM, o qual estabeleceu reformulações no Ensino Técnico Profissionalizante, concomitante a reformas de colégios públicos estaduais com a construção de bibliotecas e laboratórios de informática e o financiamento para a compra de computadores e periféricos para 912 colégios do Estado através da Feira de Informática ocorrida em julho de 1998 em Faxinal do Céu. O número de computadores estipulado para cada colégio foi proporcional ao número de alunos matriculados no ensino médio naquele ano, o qual variou de 3 a 22 computadores por colégio. O valor monetário correspondente aos equipamentos atribuídos a cada colégio foi depositado na conta bancária das Associações de Pais e Mestres - APM deste. Diretores e presidentes das APM negociaram a compra dos computadores e periféricos diretamente nos "stands" das empresas que participaram da supracitada feira, durante a qual, os colégios adquiriram um total de 6.352 computadores. Este foi o único repasse de computadores para colégios do Estado através deste Programa. Nos documentos consultados do PROEM nos arquivos do CETEPAR, também continha descrita a intencionalidade de prover os colégios de softwares educacionais e de conexão à rede mundial de computadores, a internet.[13]

      

       Começa o processo de formação das equipes de profissionais que assumiriam a função de disseminar o uso pedagógico do computador através de Núcleos de Tecnologia Educacional – NTE em todo o país. No ano seguinte foram repassados 6.352 computadores para colégios públicos estaduais através do Programa de Extensão, Melhoria e Inovação do Ensino Médio do Paraná – PROEM.

       No período de 1998 até meados de 2002, o enfoque da informática nas escolas era mais instrumental do que pedagógico, isto é, pouco inserida no contexto das disciplinas da Educação Básica.

       Em 2003

 

O Governo do Estado do Paraná lança o Programa Paraná Digital e o Portal Dia-a-Dia Educação com a prerrogativa do desenvolvimento da cultura de uso pedagógico de tecnologia de informação e comunicação com base em Software Livre e na Construção Colaborativa do Conhecimento.

Em 2004

 

Criação da Coordenação Estadual de Tecnologia na Educação e de 32 Coordenações Regionais de Tecnologia na Educação (incluídos os 12 NTEs) nos 32 Núcleos Regionais da Educação, responsáveis pela pesquisa, capacitação e publicação de informações concernentes ao uso de recursos tecnológicos no contexto escolar público do Estado do Paraná.[14]

 

       Atualmente, o Estado do Paraná possui a Coordenação Estadual e 32 Coordenações Regionais de Tecnologia Educacional - CRTE, instalados nos 32 Núcleos Regionais de Educação, atendendo os 399 municípios do Paraná. Um novo projeto está em fase de implantação no Estado do Paraná:

 

O projeto Paraná Digital está criando laboratórios multiterminais em 2 mil escolas públicas do Paraná. O projeto foi idealizado pela Secretaria da Educação com o apoio da Companhia de Energia Elétrica do Paraná – Copel e desenvolvido pelo Centro de Computação Científica e Software Livre (C3SL) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Além disso, a Copel disponibiliza as redes de fibra ótica para a conexão dos computadores à internet, a Celepar dá manutenção e desenvolve os sistemas de software livre dos portais e a UFPr dos multiterminais. Outro apoio importante vem do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), responsável pelos editais e pela transparência de todo o processo licitatório. Os laboratórios terão multiterminais four-head[15] rodando Debian (distribuição Linux). (CELEPAR, 2007)[16]

 

       O Estado do Paraná[17] implantou a TV Escola e conta com uma Coordenadora Estadual e 32 coordenadores regionais escolhidos pelos respectivos NREs, sendo responsáveis pela dinamização do uso desta tecnologia em sala de aula, assessorando professores de sua região. A capacitação desses profissionais é fortalecida com a parceria da CETE (Coordenação Estadual de Tecnologia na Educação) com o MEC (Ministério da Educação e Cultura). Outra parceria que começou acontecer em 2005 e se revela promissora é com o Canal Futura. O desafio da TV Escola é sem dúvida vencer as distâncias que separam alguns brasileiros do saber pedagógico sistemático.

       O Governo do Estado do Paraná[18] lança em 2004 o Programa Paraná Digital e o Portal Dia-a-Dia Educação com a prerrogativa do desenvolvimento da cultura de uso pedagógico de tecnologia de informação e comunicação com base em software livre e na construção colaborativa do conhecimento. Foram planejados os processos de inclusão digital nas 2100 escolas do estado.

       Em junho de 2006 o Governo Roberto Requião[19] lançou a TV Paulo Freire, um canal exclusivamente educacional para o Paraná. Com o uso da tecnologia, do trabalho consciente, os primeiros passos dessa caminhada já foram dados.

       As novas tecnologias foram elevadas à dignidade de um conceito. E, entre elas, a Informática aparece como uma tecnologia que está mudando nosso modo de viver, de pensar e trabalhar, pode-se dizer que estamos vivendo a revolução pela informática, com implicações tanto técnicas quanto ideológicas em sala de aula.

       A Tecnologia de Informação e da Comunicação tem despontado no Paraná como um instrumento de socialização do conhecimento e de construção de novas formas de aprender, pesquisar e ensinar.

 

4.2 Concepção epistemológica da tecnologia na educação

 

       A educação com o auxílio da Tecnologia Educacional inicia com o encontro, pois segundo Paulo Freire[20], educamo-nos sempre em comunhão. O uso da tecnologia pressupõe um trabalho colaborativo, seja através de uma conexão de internet, seja analisando um vídeo ou mesmo produzindo um texto. Esta conectividade faz a diferença em relação às demais pedagogias de ensino. A educação a distância pela internet pressupõe uma relação interativa entre tutores, professores e estudantes, compartilhando espaços e tempos diferentes ou ao mesmo tempo, pois mesmo numa interação assíncrona estamos interagindo idéias e aprendendo com o outro.

       Para a superação da pedagogia dominante precisamos de uma mudança de paradigma, de nos apropriarmos de uma nova concepção de educação, com o uso de tecnologias educacionais, numa visão mais construtivista e interacionista, em oposição ao instrumentalismo e à competitividade dominantes. A presença dos educadores portadores desta nova postura é indispensável.

       A escola deverá organizar as atividades e novas metodologias, prevendo a inserção das tecnologias da informação e da comunicação, em seu projeto político pedagógico, o que nos remete a uma outra reflexão: essa condição pressupõe que, em seu bojo, houve uma revolução de paradigmas da concepção e organização pedagógica no interior da escola, na ação docente e na intencionalidade do aluno quanto aos estudos e a prática da pesquisa.

       A idéia central é uma educação em rede, explorada de forma cooperativa, em sua dimensão emancipadora, orientando o aprendiz/cidadão a reflexões e novas práticas para uma educação além da tecnologia, isto é, educar para a solidariedade humana. Segundo GOMES[21],

 

Uma proposta de educação no mundo digital ou mesmo de educação a distância para a formação de professores perpassa a tecnologia, mas não a desconhece; reflete sobre ela, discute-a e a utiliza, pois é parte constitutiva do processo social de conhecimento [...] considera como eixos o sujeito, a mediação pedagógica e o desenho participativo.

        

       O diálogo é a tônica do processo educativo; as discussões e reflexões, virtuais ou não, que levam o aprendiz a constituir-se cidadão.

       Os princípios básicos desta proposta estão acentuados na educação popular, considerando-se a dimensão política da educação paranaense, a organização do ser humano a partir de seus saberes, o pronunciamento, a metodologia dialógica e a permanente relação texto/contexto em busca da tomada de consciência para uma ação transformadora em uma sociedade crescentemente diversificada, multi, inter e transcultural.

 

4.3 Dimensão teórico-metodológica da tecnologia na educação

 

       Os pressupostos teóricos propostos preocupam-se com a ação docente, tendo sempre presente as novas descobertas e as pesquisas educacionais que proporcionam a mediação dialógica.

       Para Machado[22],

 

os métodos de ensino são as formas através das quais os professores irão trabalhar os diversos conteúdos com a finalidade de atingirem os objetivos propostos. Compreende as estratégias e procedimentos adotados no ensino por professores e alunos. Os métodos se caracterizam por ações conscientes, planejadas, controladas, e visam atingir, além dos objetivos gerais e específicos propostos, algum nível de generalização.

      

Em virtude das significativas mudanças advindas do processo de desenvolvimento tecnológico faz-se necessário também, que os profissionais da educação permitam novos olhares à educação, não é possível utilizar a informática como uma maquina de escrever elétrica e muito menos perpetuar um ação docente reprodutora da sociedade dominante.

       A velocidade com que as informações se proliferam e com que os recursos tecnológicos se fazem presentes a cada dia, de maneira mais intensa na vida das pessoas, este deve proporcionar momentos de reflexão, permitindo que na escola a mudança também ocorra da mesma forma e na mesma velocidade que as pesquisas. Se os estudantes não se interessam pelas aulas por considerarem pouco atrativas e ao mesmo tempo, passam horas conhecendo o mundo através da Web, é fundamental que o professor reflita sobre sua prática pedagógica buscando novas metodologias, que proporcionem a interação e o diálogo com o texto, de escrita colaborativa.

       A informática pode influenciar significativamente neste processo. Na internet, por exemplo, os estudantes lêem como nunca leram antes, desenvolvem o raciocínio lógico e a escrita colaborativa em virtude de suas participações em ambientes dinâmicos em que necessitam de rapidez na utilização, tais como: chats, comunicadores instantâneos, blogs, flogs, jogos em RPG, comunidades virtuais, podem permitir que crianças e adolescentes criem redes de comunicação, informação e interação na Web, desenvolvendo assim, a escrita, a oralidade e a criticidade, tornando-se cidadãos, e não somente receptores passivos de informações, como nos meios de comunicação em massa, mas criativos e críticos. É fundamental, no entanto, que o professor faça a mediação nesse processo, orientando-os e dando os encaminhamentos necessários para que esta utilização se dê de forma responsável, sadia e, principalmente, produtiva.

       As práticas pedagógicas na esfera virtual, na sala de aula, nas atividades extra-classe ou mesmo complementares, segundo GOMES[23] são de gestão colaborativa. A partilha de aprendizados específicos sobre as ferramentas, mídias, softwares e a ambiência da internet perpassam os processos pedagógicos de mediação. Desta forma, propomos uma educação em rede, fundamentada na socialização e solidariedade entre as dimensões: técnica, humana e do conhecimento, permitindo aos educadores projetar-se, manifestar-se e existenciar-se na esfera virtual, um espaço de fala, leitura, escrita, deliberação e realizações.

       Considerando a proposta com bases teóricas na pedagogia freiriana, o pensamento em rede, rizomático e criativo, surgem da autonomia dos sujeitos para uma ação que ajude a educar o ser humano para a liberdade, num mundo globalizado, rompendo com os ranços da visão tradicional e do projeto pedagógico pronto.

       A linha de trabalho em sala de aula proposta é rizomática, isto é, a imagem do rizoma não se presta à hierarquização, mas à proliferação de pensamentos, ou seja, qualquer ponto de um rizoma pode ser conectado a qualquer outro e deve sê-lo. Segundo Deleuze e Guattari apud MONHOZ[24] numa perspectiva rizomática o princípio passa a ser a transversalidade, transitar pelo território do saber construindo sentidos, fazendo conexões.

       Neste sentido a proposta de projeto de aprendizagem, partindo de temas selecionados pelos próprios alunos, proporcionam a perspectiva rizomática.

       Segundo MONHOZ[25]

 

os campos dos saberes são abertos, são como horizontes sem fronteiras, trânsitos livres e inéditos. As práticas pedagógicas ocorrem nos espaços micro políticos, no âmbito das salas de aula, já que é nas ações quotidianas de cada um, opondo resistências, produzindo diferença, provocando desterritorializações.

 

       O caráter educativo é obtido pelo convívio escolar e pelas transformações que os educadores/estudantes possam fazer a partir deles. Cabe a proposta pedagógica especificada no projeto político pedagógico da instituição de ensino, propor formas planejadas, organizadas e métodos adequados para o permanente uso das tecnologias no cotidiano da sala de aula, concernentes a sua época e lugar, além de estarem sempre inovando em níveis de complexidade.

 

4.4 Gestão organizacional das tecnologias na Educação Básica

 

       Propõe-se a utilização significativa das Tecnologias da Informação e da Comunicação, subentendendo-se que o professor já incorporou tecnicamente e pedagogicamente os recursos tecnológicos, fazendo seu uso metódico em suas aulas, enriquecendo assim, sua prática educativa.

       Para que isso deixe de ser ideal e se torne real é importante garantir que as escolas tenham equipamentos adequados, facilitando o contato entre o professor e a informática, as mídias, a internet etc, criando situações em que o professor incorpore a cultura digital, engajando práticas educativas voltadas para a construção do conhecimento em rede. Além disso, faz-se necessário também, que os educadores se apropriem da nova linguagem virtual, visto que a implantação de software livre no Paraná é uma realidade, assim como a inclusão digital, pois todas as escolas têm os laboratórios de informática equipados com máquinas de última geração, TVs Pendrive[26], DVDs, antenas receptoras digitais, acervo bibliográfico atualizado, cabendo a todos a organização de tempos e espaços na utilização deste material, de forma que todos tenham acesso.

       Segundo Valente[27], o computador está propiciando uma verdadeira revolução no processo ensino-aprendizagem, sendo uma das razões o fato do computador ser capaz de dinamizar o ensino. Assim, não há como ignorar esse novo método de ensinar. Ressaltamos a importância da ação colaborativa entre os profissionais da educação e seus gestores, devendo propiciar momentos de reflexões quanto a sua utilização significativa em sala de aula.

 

4.5 O áudio a serviço da educação

 

                   Falar em educação pública lembra o quadro de giz e o apagador, mas é possível revolucionar a Educação Básica no Brasil, alterar a metodologia de ensino. A utilização de recursos multimídias pode incentivar e orientar projetos que desenvolvem uma nova forma de aprender, com mais qualidade e criatividade.

                   O podcast é um recurso que pode e deve ser utilizado pelos educadores que têm acesso à Internet, com gravação de áudios, seja pelo celular ou equipamentos de mão (ipod, MP3...). Podemos dizer que o MP3 já dominou o nosso espaço. É possível criar uma consciência crítica sobre as questões dos direitos autorais, que pirataria é crime e legalizar os áudios, as nossas produções, deixando de lado as grandes corporações. Existe muito material de qualidade que precisa ser publicado, sendo possível utilizar o espaço da internet  (servidores gratuitos).

                   O podcast é um excelente recurso de comunicação, que nada mais é do que divulgar o conhecimento seja ele informal, educativo ou de entretenimento. O professor pode começar com pequenas experiências, onde o grupo de estudantes e monitores (treinados para ajudar o grupo) vai discutindo, desde direitos autorais ao que é legal ser publicado. Por este motivo que o jovem gosta do podcast, pois pode selecionar e ouvir o que gosta, aquilo que acrescenta conhecimento a sua vida e deixar de lado o que não interessa.

                   Tem muitas facilidades na produção de material para o podcast, inclusive nos laboratórios antigos com win95 e win98, sem memória suficiente para instalação de uma versão Linux mais recente. Nestas situações é possível instalar programas free do tipo Audacity, traduzido para o português e ainda utilizar o Wavepad, para fazer a edição do som, com a inserção de músicas, vinhetas e efeitos especiais ou utilizar o gravador do Windows e do Linux.

                   Para publicar o material há vários sites que postam gratuitamente o seu podcast, um exemplo muito bom é a www.escolabr.com que além de publicar seu trabalho oferece um curso para a criação do podcast e loudblog. O acesso ao material pode ser feito de qualquer lugar do mundo com conexão a Internet. O único inconveniente para este recurso é o acesso aos portadores de deficiência auditiva severa e as conexões discadas para downloads de arquivos grandes.

                   Há vários projetos interessantes já publicados, mas poucos em nossa língua, e raros na área educacional. O podcast poderia ser utilizado na escola, nos intervalos de aula, divulgando as produções dos estudantes; os professores poderiam postar seus arquivos no site da escola, principalmente dos temas em que os aprendizes têm mais dificuldades na aprendizagem entre outras alternativas interessantes.



[1] MORAN, s.d., p. 9.

[2] LEITE et al., 2003. p. 11.

[3] MACHADO, 2007.

[4] ALMEIDA, 2007.

[5] PARANÁ, 2007.

[6] Idem.

[7] MACHADO, 2006.

[8] Idem

[9] Idem

[10] MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, 2005.

[11] BRASIL, 2007

[12] PARANÁ, 2007

[13] TONO, 2007.

[14] PARANÁ, 2007

[15] Four Head significa "Quatro Cabeças", pois, para cada CPU, temos quatro monitores, quatro teclados, quatro mouses...

[16] CELEPAR INFORMÁTICA DO PARANÁ, 2007.

[17] PARANÁ, 2007.

[18] Idem.

[19] Idem.

[20] FREIRE, 1996.

[21] GOMES, 2004, p. 21.

[22] MACHADO, 2006.

 

[23] GOMES, 2004. p. 183.

[24] MONHOZ, 2007.

[25] Idem. p. 17

[26] PARANÁ. 2007.

[27] VALENTE, 2007.

 



[1] MORAN, José Manuel. Informação e comunicação na sociedade. Programa de Formação Continuada em Mídias na Educação. p. 9 (doc.)

[2] LEITE, Lígia Silva (org.) et all. Tecnologia Educacional: descubra suas possiblidades na sala de aula. Petrópolis: Ed. Vozes, 2003. p. 11.

[3] MACHADO, Arthur Versiani. Métodos e meios de ensino: categorias básicas da Tecnologia Educacional. Publicação do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Mato Grosso. Disponível em http://www.ufmt.br/revista/arquivo/rev16/machado.htm  acessado em 19/10/2007 às 10h30min.

[4] ALMEIDA, Fernando José de VALENTE, José Armando;. Visão analítica da informática na educação no Brasil: a questão da formação do professor. Disponível em http://www.professores.uff.br/hjbortol/car/library/valente.html acessado em 19/10/2007 às 10h

[5] PARANÁ. Coordenação Estadual de Tecnologia na Educação – CETE. Histórico. http://www.seed.pr.gov.br/portals/portal/institucional/cetepar/cte_apresentacao.php?PHPSESSID=2007071710522093 acessado em 16/10/2007 às 8h

[6] MACHADO, Arthur Versiani. Métodos e meios de ensino: categorias básicas da Tecnologia Educacional. Publicação do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Mato Grosso. Disponível em http://www.ufmt.br/revista/arquivo/rev16/machado.htm, acessado em 27/07/2006.

[7] Idem

[8] Idem

[9] MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Integração das tecnologias na educação. Brasília: MEC/SEED, 2005. (Salto para o futuro)

[10] BRASIL. MEC. Programa Nacional de Informática na Educação. Disponível em http://www.proinfo.mec.gov.br/ acessado em 16/10/2007 às 19h30min.

[11] PARANÁ. Coordenação Estadual de Tecnologia na Educação – CETE. Histórico.  http://www.seed.pr.gov.br/portals/portal/institucional/cetepar/cte_apresentacao.php?PHPSESSID=2007071710522093

[12] TONO, Cineiva Campoli Paulino. Diretrizes das Políticas Públicas de Alfabetização Digital do Estado do Paraná. Anais do XXVI Congresso da  SBC – XII Workshop de Informática na Escola. Campo Grande, 2006. Disponível em http://natalnet.dca.ufrn.br/sbc2006/pdf/arq0232.pdf  acessado em 19/10/2007 as 11h

[13] PARANÁ. Coordenação Estadual de Tecnologia na Educação – CETE. Histórico.  http://www.seed.pr.gov.br/portals/portal/institucional/cetepar/cte_apresentacao.php?PHPSESSID=2007071710522093

[14] Four Head significa "Quatro Cabeças", pois, para cada CPU, temos quatro monitores, quatro teclados, quatro mouses...

[15] CELEPAR INFORMÁTICA DO PARANÁ. Presidente da Celepar quer recursos do Fust no Paraná Digital. Disponível em: http://www.celepar.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=105 acessado em 16/10/2007 às 19h.

[16] PARANÁ. Coordenação Estadual de Tecnologia na Educação – CETE. Ações Desenvolvidas pela TV Escola no Estado do Paraná. http://www.cete.pr.gov.br/cetepar/tvescola_acoes.php acessado em 16/10/2007 às 8h

[17] PARANÁ. Coordenação Estadual de Tecnologia na Educação – CETE. Histórico. http://www.seed.pr.gov.br/portals/portal/institucional/cetepar/cte_apresentacao.php?PHPSESSID=2007071710522093 acessado em 16/10/2007 às 8h

[18] Idem

[19] FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

[20] GOMES, Margarita Victoria. Educação em Rede: uma visão emancipadora. São Paulo: Cortez, 2004. p. 21.

[21] MACHADO, Arthur Versiani. Métodos e meios de ensino: categorias básicas da Tecnologia Educacional. Publicação do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Mato Grosso. Disponível em http://www.ufmt.br/revista/arquivo/rev16/machado.htm, acessado em 27/07/2006.

 

[22] GOMES, Margarita Victoria. Educação em Rede: uma visão emancipadora. São Paulo: Cortez, 2004. p. 183.

[23] MONHOZ, Angélica. Educação e linhas rizomáticas? Jornal on-line “A Página”, n. 134, maio, 2004, p. 17. disponível em http://www.apagina.pt/arquivo/Artigo.asp?ID=3121 acessado em 19/10/2007 às 10 h

[24] Idem. p. 17

[25] PARANÁ. Portal Educacional Dia-a-dia Educação. TV Pendrive. Disponível em http://www.diaadia.pr.gov.br/tvpendrive/ acessado em 19/10/2007 às 16h.

[26] VALENTE, José Armando. Por que o computador na Educação? Disponível em http://br.geocities.com/msantosdownload/texto1.pdf acessado em 19/10/2007 às 10h

 

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